quinta-feira, 28 de julho de 2011

Trivialidades de atos sagrados: resultado perigoso

O que fazer quando um "bom dia" soa como apenas um simples gesto de educação e um olhar fugidio teima em não querer te ver? O que fazer quando as palavras perdem seu valor afetivo dando lugar ao cumprimento de uma obrigação social? Às vezes nem palavras há... O que permanece é um profundo silêncio e incômodo - um grande desconforto. E se em meio de pensamentos perdidos você achar que o que pensa pode não ser a verdade do que você mesma sente? Como agir se o que quer não é o que você é?Será que empurrar uma estaca num bicho aparentemente peçonhento não dói também em ti? Será que responder sempre na mesma altura e tom não pesa demais para seu timbre? O ditado "dançar conforme a música" sempre funciona? Como dançar tango se você arrisca apenas um forró pé-de-serra? Ah! Já sei... Temos que arriscar porque o que vale é a intenção. Será? Adianta praticar o bem de coração amargurado? Falam da intenção do coração ou da razão? Difícil saber... Vale a pena deixar-se sangrar por facadas que te roubam a alma? O corpo apanha, mas é o espírito que sente, que paga, que se apaga...

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