Foi num instante que tudo aconteceu. Por um instante toda a minha vida mudou. Uma ofuscante fresta de luz veio com a velocidade de um raio. E num pequeno instante tudo que parecia real se transformou em sonho: imagens perfeitas. O que sabia escorria por entre meus dedos. Minhas mãos, ampulhetas. Perdia covardemente o controle da situação. Me sentia um ponto em meio a todo o Universo. Eu já não mais me pertencia.
E esse instante agigantou-se com a força de um Titã. Inabalável instante. Sucessões instantâneas de prazer. Estes pequenos grãos uniram-se em meu corpo, tomando-o por completo. Impregnou meus pensamentos, minha pele, minha roupa; penetrou em minha alma. Tinha um formato líquido, cor forte, flamejante. Passeava por entre minhas veias queimando, ardendo. Agora as chamas já haviam me invadido por completo. A loucura tomava conta de mim. Eu era puro descontrole... Eu e você: alquimia perigosa.
O mesmo instante que me tomava e manipulava, paralisava-me, dinamizava-me. De forma ilógica minha vida voltava, ao passo que, minha respiração desregulava. A emoção me desnudava. Eu me sentia! Agora – não mais zumbi – alguém enérgica, louca para viver a vida como vier. Vivê-la intensa, louca e profundamente. Antes - alguém acuada por um medo tatuado no peito – alguém que carregava consigo um enorme peso: um escudo. Hoje, sem armas, sem pesares. Impulsos a todo vapor. Sem razão. Novamente uma boba... Mas agora uma boba feliz, uma boba viva! Toda aquela segurança hermética e surreal desabou, foi destruída. Era apenas um espectro negro a mais para me perseguir. Livre! Alguém me libertou... Não do temor, mas da morte em vida. Estou eu, aqui, feito a bela adormecida, salva por um beijo de seu príncipe... Encantada com os descaminhos da vida, encantada por você. Boba... Boba!!!
Danielle G. da Silva
Diário eletrônico de escritos que ousei não apenas escrever, mas também torná-los públicos. Uma espécie de desabafo sentimental; não diria que trata-se de poemas, mas com certeza faz parte da literatura de meu coração. O eu-lírico dos textos são meus variados "it's" simplificados... É uma tentativa de descrição de um pobre-rico coração...
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
O Museu em mim
Sou como um museu.
Sim! Guardo “coisas velhas” dentro de mim...
E o tempo não consegue carregar consigo a essência delas;
ele apenas corrói, enferruja e desgasta o que é visível.
Sou repleta de compartimentos.
O problema é categorizar ou hierarquizar os objetos contidos neles...
Não, não! Tem mais um grande problema:
não consigo fazer apenas uma visita ao ano naquele templo de coisas antigas como fazem os estudantes]
Tampouco meu interesse é acadêmico.
Este museu é minha moradia...
Quando resolvo sair para passear ao shopping,
assusto-me com tanta novidade e tecnologia.
Sou mesmo à moda antiga...
Creio no Sol, mesmo quando ele não brilha;
Creio no amor, mesmo quando não há correspondência;
Creio até no perdão, mesmo quando esta é a coisa mais difícil de ser conquistada.
Mas, pensando bem, há algo de mim naquele shopping:
as lojas que fecham para balanço.
Minha revisão interior faz-se urgentemente necessária!!!
Paixões, amores, namoros e amizades vieram e com a mesma efemeridade se foram.
Mas há algo de errado porque dentro de mim está tudo desequilibrado.
Talvez, de tudo, muito mais do que contabilizei ficou...
Danielle G. da Silva
Sim! Guardo “coisas velhas” dentro de mim...
E o tempo não consegue carregar consigo a essência delas;
ele apenas corrói, enferruja e desgasta o que é visível.
Sou repleta de compartimentos.
O problema é categorizar ou hierarquizar os objetos contidos neles...
Não, não! Tem mais um grande problema:
não consigo fazer apenas uma visita ao ano naquele templo de coisas antigas como fazem os estudantes]
Tampouco meu interesse é acadêmico.
Este museu é minha moradia...
Quando resolvo sair para passear ao shopping,
assusto-me com tanta novidade e tecnologia.
Sou mesmo à moda antiga...
Creio no Sol, mesmo quando ele não brilha;
Creio no amor, mesmo quando não há correspondência;
Creio até no perdão, mesmo quando esta é a coisa mais difícil de ser conquistada.
Mas, pensando bem, há algo de mim naquele shopping:
as lojas que fecham para balanço.
Minha revisão interior faz-se urgentemente necessária!!!
Paixões, amores, namoros e amizades vieram e com a mesma efemeridade se foram.
Mas há algo de errado porque dentro de mim está tudo desequilibrado.
Talvez, de tudo, muito mais do que contabilizei ficou...
Danielle G. da Silva
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