terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Amálgama imperfeito

E num labirinto, tentava me esquivar dos monstros que me perseguiam. Eram como demônios com falsa aparência angelical. Mas aquele olhar não me enganava: sua essência era mesmo maligna.
Desesperada, não conseguia fugir... A teia labiríntica que me cercava envolvia todo o meu mundo. Não era somente uma questão espacial; era um problema transcendental. Já não sabia mais se o temor acontecia de fora para dentro ou de dentro para fora. Tudo que sabia era o que sentia. Sentia um aperto enorme em meu peito. Fazia o que não queria e queria fazer o que não deveria...
Tudo era muito louco; sentia muito medo. Medo de mim, medo da vida, medo da morte, medo dos erros, medo dos monstros, das pessoas que me rodeavam...
Tudo evoluía e eu ali inerte, vendo tudo crescer. Tamanha impotência me circundava. Eu ali, pequenina. Eu - meio monstro, meio humana. Eu - errada e errante - cercada por iguais...

Danielle Guimarães da Silva