quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O Museu em mim

Sou como um museu.
Sim! Guardo “coisas velhas” dentro de mim...
E o tempo não consegue carregar consigo a essência delas;
ele apenas corrói, enferruja e desgasta o que é visível.

Sou repleta de compartimentos.
O problema é categorizar ou hierarquizar os objetos contidos neles...
Não, não! Tem mais um grande problema:
não consigo fazer apenas uma visita ao ano naquele templo de coisas antigas como fazem os estudantes]
Tampouco meu interesse é acadêmico.
Este museu é minha moradia...

Quando resolvo sair para passear ao shopping,
assusto-me com tanta novidade e tecnologia.
Sou mesmo à moda antiga...
Creio no Sol, mesmo quando ele não brilha;
Creio no amor, mesmo quando não há correspondência;
Creio até no perdão, mesmo quando esta é a coisa mais difícil de ser conquistada.

Mas, pensando bem, há algo de mim naquele shopping:
as lojas que fecham para balanço.
Minha revisão interior faz-se urgentemente necessária!!!
Paixões, amores, namoros e amizades vieram e com a mesma efemeridade se foram.
Mas há algo de errado porque dentro de mim está tudo desequilibrado.
Talvez, de tudo, muito mais do que contabilizei ficou...

Danielle G. da Silva

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